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O DESAFIO DOS EDUCADORES FRENTE ÀS MUDANÇAS NA INSTITUIÇÃO ESCOLAR


Leila Vilma da Silva Bambino
Antonio Carlos Bambino


Resumo

Este artigo visa discutir sobre o maior desafio dos educadores brasileiros nos dias de hoje, que é o de promover a transformação do seu aluno, bem como mediar de maneira objetiva a relação existente entre o ensino e a aprendizagem. Para isto, é necessária uma dose extra de coragem e perseverança, pois muitos são os fatores que dificultam a arte de ensinar. Baixos salários, salas de aula, em sua maioria com mais alunos que o ideal, dificultando para o professor um atendimento mais individualizado, o crescente aumento da violência, que tem deixado os educadores apreensivos e assustados, as responsabilidades delegadas a escola e o verdadeiro papel das famílias de hoje, bem como o surgimento das novas tecnologias de informação e comunicação, que vem causando uma verdadeira revolução no ambiente escolar.


Palavras-chave: Educação, Ensino. Família, Violência Escolar. Políticas Públicas.


1 INTRODUÇÃO


Faz-se necessário discutir um dos maiores desafios do ensino no Brasil que é o de torná-lo atraente e rico de significações, onde os alunos façam relação entre o conhecimento e seu dia-a-dia e possam transformá-lo. Várias mudanças devem se repensadas, como o ambiente de professores e alunos, incentivar as famílias a interagirem com o processo de ensino e aprendizagem.

Buscar respostas para inúmeras questões que desafiam o dia-a-dia dos profissionais da educação é uma constante nas rodas de conversas, pois a cada dia ocorrem novas dificuldades.

Os países mais avançados são aqueles que investem na Educação. Hoje, o conhecimento é a maior riqueza que uma sociedade pode ter. Na América Latina o Brasil é o país cuja população adulta tem menos anos de estudo, com cinco anos em média, estando atrás de países como Chile, Colômbia, Argentina e México. A comparação com países europeus e asiáticos é ainda mais cruel.

Riqueza e educação estão umbilicalmente ligadas. No Brasil, ainda se está engatinhando para tornar-se verdadeiramente um país desenvolvido, apesar de todos os esforços e avanços já conquistados ao longo dos anos. Os problemas existentes na Educação Brasileira são vários e peculiares a nossa cultura.

Discutirá a respeito da verdadeira função da escola, que atualmente não é mais vista como a única detentora do saber, em função de uma globalização, da qual não se pode ignorar. As transformações pedagógicas e os novos recursos tecnológicos se defrontam com as estruturas de uma escola do século XVI e XVII. A escola de hoje está em transformação e seu futuro ainda está em aberto.


2 A FUNÇÃO DA ESCOLA


A escola não é a única detentora do saber, as pessoas aprendem independentemente dela. A escola cabe a missão de lapidar as informações, fazendo com que os alunos reflitam sobre este conhecimento com ética e responsabilidade. Mas, infelizmente não é o que ocorre, segundo Moysés (2000, p.31):

[...] grande parte do conhecimento veiculado em sala de aula não se afasta dos pseudoconceitos ou da simples memorização. Isso pode ser facilmente constatado quando examinamos os livros didáticos utilizados ou os chamados “cadernos dos professores”. Muito do que se dá e se cobra do aluno fica somente no nível do “estímulo-resposta”.

A escola de hoje deve, acima de tudo, formar e não apenas instruir. Esta nova tarefa de ensinar faz com que o papel do professor também mude, uma vez que conduzir estes processos de aprendizagem cria a necessidade de novos processos de formação continuada, que permitam aos professores incorporar novos saberes, estando constantemente atualizados.

Para que os alunos se apropriem do saber e criem competências cognitivas, faz-se necessário estudo. Por sua vez, para que este estudo aconteça, é preciso que se criem situações de aprendizagem significativas e atraentes, que produzam prazer e que induzam os alunos a quererem ir à escola.

Para educar, deve existir uma preocupação de levar os alunos a compreenderem o sentido dos conteúdos trabalhados e quais são as relações existentes entre os mesmo com a sua vida, seu dia-a-dia e com a sociedade da qual faz parte. Estabelecer sempre uma relação entre o saber que o aluno já possui e o saber escolar.

Segundo Charlot (2005, p.55) “[...] uma aula interessante é aquela em que ocorre o encontro do desejo com o saber”. Sendo assim, todos os envolvidos no processo educativo devem ter claro que aprender algo é adquirir conhecimentos que possam ser transformados e adaptados a realidade de cada pessoa. Estes conhecimentos necessitam ser compreendidos, para que possam ser questionados.

O professor não é mais aquele que apenas transmite o conhecimento. Hoje o professor é acima de tudo mediador do conhecimento, podendo utilizar da sua situação privilegiada em sala de aula, auxiliando seus alunos a fazerem escolhas, despertando a curiosidade e a vontade de aprender sempre mais. Um profissional que domine os conteúdos, bem como a metodologia de fazer chegar aos alunos o saber direcionado para a vida, ensinando a ser um cidadão, com responsabilidades, direitos e deveres.






3 O PAPEL DA FAMILIA


O papel da família, assim como suas responsabilidades frente à educação de seus filhos, deve ser vista como uma necessidade permanente. Os pais, em função de uma necessidade socioeconômica, precisam sair para trabalhar, visando proporcionar aos filhos um mínimo de conforto.

[...] certos alunos sofrem de “deficiências socioculturais”, de carências, que são relacionadas as suas condições de vida familiares e sociais. São vítimas do baixo nível cultural de seus pais, das más condições de trabalho em casa, da violência do bairro, das drogas, da televisão, enfim, de tudo o que contraria os esforços dos professores. (CHARLOT, 2005, p. 81).

Os filhos, não tendo com quem ficar, acabam assumindo precocemente certas responsabilidades, como fazer as tarefas, estudar para as avaliações e, muitas vezes, cuidar dos irmãos mais novos quando for o caso. Sem um adulto para cobrar as responsabilidades essenciais, os alunos vem para escola sem muitas vezes trazer o básico, como material escolar completo e tarefas feitas e assinadas por um responsável.

Este acompanhamento família é fundamental para que haja uma continuidade do trabalho realizado na escola. As crianças ficam na escola por volta de 4 horas, o que não é suficiente para que se apropriem dos conteúdos ensinados. É necessária uma troca, onde a família acompanhe a vida escolar de seu filho e interaja com os assuntos.

Os pais, na sua maioria, não possuem acesso às informações, muitas vezes não conseguindo auxiliar o filho de maneira satisfatória, uma vez que os conteúdos ensinados na escola são bastante diferentes dos conteúdos ensinados no período em que estes estudavam. Mas, sem dúvida, todo o pai tem condições de perguntar se os filhos fizeram a lição de casa.



3 AS NOVAS TECNOLOGIAS


A chegada das tecnologias, como a Internet nas escolas, trouxe novas maneiras de interagir com o conhecimento, onde a informação é acionada através de um clique e não apenas centrado na sala de aula.

Essas novas tecnologias somente farão sentido se forem aceitas e bem trabalhadas pelos professores, para que as possibilidades possam ser exploradas com ambientes próprios e materiais à disposição.
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Alguns educadores estão tendo dificuldades em acompanhar essas novas tecnologias. Uns por falta de infra-estrutura, já que ter um computador exige investimento. Nas escolas, fazem-se necessários micros à disposição dos professores, com acesso à Internet e softwares atuais, que possam auxiliá-los em sala.

Alguns profissionais da educação, mais conservadores, parecem relutar em aceitar qualquer novidade, talvez achando que a máquina irá substituir a sua função.
Diante das novas exigências existentes no sistema escolar, os professores necessitam mudar sua prática, a fim de reinventar algo já antigo, e que todos conhecem: a escola.

As reformas atuais confrontam os professores com dois desafios de envergadura: reinventar sua escola enquanto local de trabalho e reinventar a si próprios enquanto pessoas e membros de uma profissão. A maioria deles será obrigada a viver agora em condições de trabalho e em contextos profissionais totalmente novos, bem como assumir desafios intelectuais e emocionais muito diversos daqueles que caracterizavam o contexto escolar no qual aprenderam seu ofício. (PERRENAUD et al., 2002, p.89).

Na realidade, o que vai mudar com a inserção deste mundo virtual é a função deste educador, que passará a mediar às atividades desenvolvidas, questionando e orientando seus alunos a usarem de maneira correta esta nova ferramenta tecnológica. O professor deve conscientizar-se de que necessita atualizar-se ou vai perder espaço para aqueles que já dominam as novas tecnologias.

As crianças, quando adentram o mundo escolar, trazem consigo saberes já adquiridos e muitas vezes desconsiderados pelo professor. A partir desse momento, elas ficam sentadas, quietas, ouvindo o professor, pois ele é quem sabe o que deve ser aprendido. Isso mudou. Existe a necessidade de ir em busca de novos métodos educacionais, que priorizem a curiosidade e o dinamismo.


4. A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS


A questão da violência preocupa os professores, que estão assustados e cansados de tentar ensinar para muitos que simplesmente não querem aprender. Esta violência não é um fenômeno novo, mas tem atingido outros patamares. Alunos que muitas vezes entram armados nas instituições escolares, onde o tráfico de drogas já faz parte do dia-a-dia escolar, reforçam ainda mais a insegurança dos educadores.

[...] surgiram formas de violência muito mais graves que outrora: homicídios, estupros, agressões com armas. É certo que são fatos que continuam muito raros, mas dão a impressão de que não há mais limite algum, que, daqui em diante, tudo pode acontecer na escola – o que contribui para produzir o que se poderia chamar de angústia social em face da violência na escola. (CHARLOT, 2005, p. 126).

Muito se fala sobre bullying, que são formas de atitude agressivas, muitas vezes realizadas de maneira velada, que ocorrem sem motivação aparente, adotadas por um ou mais estudantes. São formas de intimidar, não apenas fazendo uso da violência física, mas da psicológica, que deixando cicatrizes profundas no emocional dos indivíduos. Comentários depreciativos, falsos rumores sobre a vítima ou sobre seus familiares ou até mesmo o isolamento estão se fazendo presentes no cotidiano escolar.

A agressão é um ato que implica uma brutalidade física ou verbal [...] A violência remete a uma característica deste ato, enfatiza o uso da força, do poder, da dominação. De certo modo, toda agressão é violência na medida em que usa a força. Mas parece pertinente distinguir a agressão que utiliza a força apenas de maneira instrumental, até mesmo que se limita a uma simples ameaça (como a extorsão para se apossar, por exemplo, de tênis, de bonés ou de qualquer outro pertence pessoal de alguém: se a vitima não resiste, não é ferida) da agressão violenta, na qual a força é utilizada muito além do que é “exigido” pelo que se pretende, com uma espécie de prazer em causar mal, em destruir, em humilhar. (CHARLOT, 2005, p. 128).



Muitas são as teorias que tentam explicar a questão da violência. Muitas delas dão conta de que, onde existe o prazer pelo conhecimento, a violência acaba não prevalecendo. Para Charlot (2005, p. 65) “O fenômeno da violência não se encontra, ou pouco se encontra, em uma escola em que as crianças têm o prazer de estudar”.

O fato é que se está convivendo com situações conflitantes e ameaçadoras e que, quanto mais o tempo passa, maiores são as chances de haver uma banalização da violência. Muitas são as reflexões que devem ser feitas. Desta forma, sem sentir a gravidade da situação na qual toda sociedade é exposta, corre-se o risco das pessoas tornarem-se imunes à ela. Um risco a ser considerado.



5 . AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM


Crescem nas escolas alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem. Mas afinal, como se consegue identificá-las? As crianças, quando iniciam seu processo de alfabetização, já sinalizam ao professor muitos de seus talentos e qualidades. Da mesma forma, conseguem manifestar suas inseguranças, dependendo dos assuntos discutidos e das atividades propostas.

Algumas delas sentem-se mais a vontade nas atividades de matemática, onde existe uma prevalência do raciocínio lógico-matemático. Outras preferem a área verbal, onde as atividades voltadas para a leitura e a escrita são realizadas com mais tranqüilidade.

Quando a dificuldade torna-se evidente e acaba prejudicando o desenvolvimento cognitivo do aluno, começa-se a pensar em uma dificuldade de aprendizagem que precisa ser investigada. Quando, por mais que o professor explique, utilize materiais e recursos diversificados, ofereça aulas diferenciais e dinâmicas o aluno não avançar, se faz necessária uma investigação mais apurada.

Os professores hoje precisam ser multifacetados. Existem muitos que conseguem, apesar de tantas adversidades, êxito em sala de aula, apesar do pouco tempo que muitos profissionais têm de elaborar suas atividades específicas da escola, como correção de avaliações e de trabalhos. Conforme Moysés (2000, p. 17):.

[...] a alguns estudos ou depoimentos que atestam que ainda há professores que conseguem fazer bem-feita a sua tarefa básica que é de ensinar. Porque aliam competência técnico-pedagógica a um grande empenho em dar o melhor de si, conseguem fazer com que seus alunos aprendam de uma forma rica e significativa. Sentem-se desafiados, sobretudo quando têm de ensinar àqueles rotulados como “os que não têm jeito”.

O que outrora era tratado como falta de interesse e “preguiça” em função de muitas pesquisas por parte de médicos e profissionais, foram sendo nomeadas e tratadas como transtornos, passíveis de tratamento, mas que requerem um olhar diferenciado por parte de todos os envolvidos com este ser em formação.



Na educação, sempre existiu uma preocupação com as notas, que estiveram sempre relacionadas com o sucesso ou fracasso de um aluno. Mas, muitas crianças ficam paralisadas diante do insucesso e acabam gerando processos depressivos e a perda da autoconfiança, gerando o tão temido fracasso escolar.

Estas dificuldades podem ocorrer por inúmeros fatores, orgânicos ou emocionais, que acabam sendo descobertos nas salas de aula por professores atentos e preocupados com o desenvolvimento de seus alunos.

A dificuldade mais conhecidas e citada atualmente é a dislexia, onde existe um comprometimento na parte de leitura e da escrita, não tendo nenhuma relação com a capacidade intelectual do individuo. É necessário estar atento a outras dificuldades tais como disgrafia (atenção na escrita, conhecidas como letra feia, normalmente desencadeada por problemas motores e que dificulta e compreensão do que está escrito), disortografia (escrita com muitos erros), discalculia (um distúrbio neurológico que afeta a habilidade com cálculos e números).

O TDA/H (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), causado por um distúrbio neurológico, também se faz presente nos ambientes escolares, sendo motivo de reuniões, estudos e capacitações, visando compreender o porquê do aumento destes casos nas escolas, bem como desenvolver estratégias para auxiliar os alunos em suas dificuldades.

A LDB (Lei de Diretrizes e Bases de Educação) de 20 de dezembro de 1996, em seu artigo V que trata da Educação Especial, estabelece que “haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial.” Como esta lei determina as diretrizes da Educação no Brasil, deve ser cumprida. Mais uma vez caberá ao professor em sala de aula fazer acontecer esta inclusão, despertando nos alunos sentimentos como aceitação e solidariedade.

Sabe-se que este direito à educação é requisito básico para o desenvolvimento de um país, no entanto, muitos são os desafios enfrentados pelos professores para dar conta de mais esta responsabilidade.


6. AS POLÍTICAS PÚBLICAS


As políticas públicas, de certa maneira, parecem trabalhar contra a educação. Em alguns municípios, não existe mais reprovação, deixando os alunos a mercê de uma instituição onde não existem penalizações. Os alunos percebem que foram aprovados, mesmo sem mérito pessoal, criando um comportamento inadequado, achando que existem outras maneiras de vencer, não necessitando esforço para que isto aconteça.

Este modelo de não reprovação acarreta para a economia certo lucro, pois manter aluno em sala de aula custa dinheiro. Mas, a longo prazo, cria sérios problemas com alunos despreparados para atuar fora do espaço escolar.

Muitas coisas devem ser levadas em consideração para efetuar uma reprovação, pois, como tudo na vida, existirá sempre os prós e contras. Reprovar um aluno não pode ser visto como uma maneira do professor autoritário afirmar que apenas ele manda. Esta reprovação precisa ser analisada com consciência e sabedoria, pois de outra forma, virará ferramenta de poder nas mãos de professores despreparados.

A crise educacional vem acontecendo aos poucos e, na maioria das vezes, os envolvidos no processo acabam percebendo com mais clareza todos os resultados dessa transformação. As mudanças acabam se manifestando no dia-a dia dos professores, onde muitos ficam sem ação diante de algumas situações.

A crise educacional tem raízes estruturais históricas e se manifesta de formas diversas em conjunturas especificas: confronto do ensino laico x ensino confessional, conteúdos e metodologias, adequação e novas ideologias, democratização do acesso, gestão democrática, educação geral x formação especial, seriação x ciclos, progressão continuada x aprovação automática, educação de jovens e adultos, escolaridade reduzida, publico x privado, baixa qualidade de ensino [...] (CORTELLA, 2008, p.11, grifo do autor).

Os reflexos do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), estão surtindo alguns efeitos negativos nas instituições escolares. Apesar das boas intenções pelas quais foi criado em 1990, muitas são as dificuldades que os educadores estão vivenciando, pois muito se fala nos direitos dos alunos, mas pouco nos deveres. O resultado disso são educadores acuados frente às falas e argumentos de pais e alunos, conhecedores unicamente dos direitos.

O assistencialismo hoje é um fator preocupante. As estratégias utilizadas pelo governo, como o Bolsa Escola, por exemplo, auxiliam e muito algumas famílias, provendo recursos para que seus filhos continuem estudando.

Hoje, as crianças matriculadas recebem material escolar (adquirido pelo governo do estado), merenda escolar de qualidade e até uniforme. Todas essas iniciativas são louváveis, mas desencadeiam problemas e, um deles, é o comodismo.

O governo, juntamente com sua equipe, deve estudar formas de aperfeiçoar este beneficio, no sentido de acompanhar de perto como está sendo utilizado, monitorando as famílias para que acompanhem o rendimento escolar de seus filhos, sob pena de corte no beneficio até que todas as normas estejam sendo cumpridas.

O que se percebe são crianças que valorizam pouco todas essas conquistas, achando que tudo é muito fácil. As próprias famílias ensinam aos filhos que é obrigação da escola oferecer o material escolar, sempre que necessário.

Esta fala já vem sendo repetida por crianças desde a mais tenra idade, faltando valorização dos que recebem por tantos benefícios. Oferecer benefícios sem exigir nada em troca soa como “prêmio”, estimulando apenas o comodismo. É necessário ensinar as pessoas a pescar, e não somente dar o peixe.



7 CONSIDERAÇÕES FINAIS


Os tempos mudaram e a realidade escolar também. Precisamos nos adaptar a essas modernidades e iniciar a busca de alternativas que possam contribuir para equacionar todas as dificuldades surgidas ao longo desses anos na instituição escolar. A grande verdade é que nada mais será como antes.


A instituição familiar, os hábitos, os limites, a postura dos alunos em relação aos professores, a tecnologia presente, a violência e por aí vai. A nostalgia por parte dos mais antigos em nada contribuirá para sairmos dessa situação.

Fazem-se necessárias mudanças de mentalidade e muita esperança para que as coisas melhorarem. A tarefa é árdua, cabe aos professores mediar essas mudanças, pois é na escola que tudo acontece e onde todas as diversidades prevalecem.

A escola de hoje cumpre um papel determinante, pois vem repleta de desafios e deve continuar sendo um lugar destinado à aprendizagem, rica em recursos, onde os alunos possam interagir de maneira rápida, desenvolvendo sua capacidade de pensar, se expressar e tomar decisões com muita responsabilidade.

Todas essas mudanças necessitam ser pensadas de uma maneira responsável, onde professores, pais e alunos estejam presentes nas discussões, pois todos sairão ganhando. A escola ainda fará parte de nossas vidas por muito tempo e a nós, cabe a tarefa de torná-la atraente e moderna sem perder sua principal característica: a de ser um dos lugares onde conhecimento e os bons exemplos não podem faltar.



8 REFERÊNCIAS


CORTELLA, M. S. A escola é o conhecimento: fundamentos epistemológicos e políticos. São Paulo: Cortez, 2008.

CHARLOT, Bernard. Relação com o saber, formação dos professores e globalização: Questões para a educação hoje. Porto Alegre: Artmed, 2005.

MOYSÉS, Lúcia. O Desafio de saber ensinar. Campinas, SP: Papirus, 1994.

PERRENAUD, P. et al. As competências para ensinar no século XXI: A formação dos professores e o desafio da avaliação. Porto Alegre, Artmed, 2002.

1 comentários:

Jane Cristina disse...

Parabéns! muito bom esse blog, amei.

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